A tratativa é sempre a mesma: “armas matam pessoas”. Que crueldade! Devemos “desarmar” as pessoas, elaborar leis rígidas, é assim em todo discurso desarmamentista, seja ele por falta de conhecimento histórico ou movido a emoções, e não estou aqui apenas sendo contra a teoria envolta a frase “armas matam pessoas”, mas também sendo contra a insistente e fracassada tentativa de parte da humanidade que quer impor através de lei que ninguém tenha armas e, deste modo, presumir que acabará com a circulação de armas.

A sugestão, à primeira vista, de desarmar as pessoas, não expõe o seu fracasso, mas nos faz acreditar que ela tem a ver com o amor ao próximo, com o zelo pelas vidas que não mais serão mortas pelas armas de fogo. Bingo! Isso não passa de um sonho, de um desejo de viver no paraíso, de uma tremenda utopia. Ladrões, sequestradores, estupradores, ou qualquer um que não queira obedecer às leis vão ter acesso a arma de fogo, essa é a dura e cruel realidade. Porém, quem combaterá essas pessoas que não tem nada a perder? Policiais? Essa resposta é válida, mas não é a única solução, pois ela age apenas nos sintomas e não no problema.

Sendo assim, é preciso usar mais que emoção para lidar com os efeitos da frase “armas matam pessoas”, ou seja, precisamos encarar a realidade, e a realidade é que bandidos sempre estarão armados e dispostos a matar. Eles chegarão a qualquer hora, sem aviso nenhum, pegando você ou quem quer que esteja desprevenido e neste momento podemos não ter ao nosso lado um policial para nos proteger, portanto, a solução nunca será desarmar uma pessoa boa que deseja apenas usar uma arma para defender a sua vida e a de quem ama em detrimento de uma suposta e falsa ideia de que não teremos armas circulando se proibirmos através de uma lei, e com isso deixar os bandidos armados fazendo o que quer de dia e de noite.

Deste modo, a frase “armas matam pessoas” por si só não espelha tudo o que o Armar e o Desarmar traz, porque a arma que mata alguém do bem é a arma do bandido, de modo similar, porém não igual, a arma que mata um bandido é aquela que salvou um cidadão de bem, uma moça que seria estuprada, ou até mesmo um senhor que seria sequestrado. Assim, mais certo que a frase “armas matam pessoas”, levando-nos a crer que elas não oferecem nenhum benefício aos homens de bem, é a frase “armas salvam vidas”, e isso não é utopia porque acontece todos os dias corporativamente na vida de um policial e sistematicamente nas zonas onde policiamento não existe e a defesa da vida não pede licença para legislação nenhuma.

Por isso, é urgente a avaliação dos números de mortes por armas de fogo em países com legislação mais favorável em contraponto com os países que não são, como o nosso Brasil, porque ao avaliar as estatísticas confirmaremos mais a frase “armas salvam vidas”, ao invés de reforçar a vazia e simplista frase “armas matam pessoas”. E aí, de qual lado você está, da defesa da vida ou tentando mudar a realidade?